quinta-feira, 24 de setembro de 2015

TANTO TEMPO


Tanto tempo. 11 de Novembro de 2013. Tanto tempo. Mas senti sempre a “Sala das colunas”.




Nessa data publiquei o meu último texto “O ministro e os exames”. Disse mal do ministro – grande desilusão. Depois parei e não me perguntem porquê. Parei e pronto. Simplesmente não me apeteceu escrever. Apenas ler, ver teatro, fotografia, exposições de pintura,  escultura e deixar correr os dias a observar o mundo como se fosse um belo rendilhado do mosteiro da Batalha. Belo. Apontado para o infinito, sempre novo e diferente.

Agora volto. E volto com vontade de permanecer. Não sei até quando  isso “vai acontecer”.
Volto porque surgem notícias danadas e risos bravos de cinismos.

Sempre se cruzaram por mim. Porquê agora? – Não sei.

Não me armarei em armeiro e muito menos em cavaleiro de espada pronta a degolar. Sou apenas. Escrevo apenas. Falo do que me apetecer, das coisas espinhosas... e nem terei a certeza de que valerá a pena. 

Fraco desejo é a bajulice de quem se quer armar em salvador da pátria. Nem bajulices, nem salvador da pátria.


Fiquemos por aqui. Deu para começar.